COVID-19

Vacina contra COVID-19 liberada pelo Reino Unido teve aprovação mais rápida da história

O Reino Unido anunciou que deve começar a imunizar sua população contra a COVID-19 na próxima semana. A aprovação da vacina desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech aconteceu em tempo recorde e estabelece um marco histórico no campo da saúde. Geralmente, é necessário mais de 10 anos para o desenvolvimento de novas vacinas.

A aprovação da vacina contra a COVID-19 aconteceu apenas 10 meses depois que ela começou a ser desenvolvida. Anteriormente, a vacina mais rápida a ser aprovada havia sido a contra a caxumba, em 1967. Sua aplicação começou quatro anos após seu desenvolvimento. Na pandemia de H1N1, em 2009, uma vacina foi colocada à disposição em pouco tempo, mas ela foi adaptada de outra já existente contra os vírus do tipo influenza.

“Este é um dia histórico e um momento importante no final de um ano incrivelmente difícil. O fato de uma vacina ser desenvolvida, receber aprovação de emergência e estar pronta para ser lançada em menos de um ano contra um novo vírus é algo completamente sem precedentes”,  afirmou Charlie Weller, chefe de vacinas do Wellcome Trust, instituição filantrópica de apoio à de pesquisa com sede em Londres.

A vacina, se mostrou 95% eficaz contra COVID-19 na fase de testes. Essa é a primeira vacina baseada na tecnologia de "mRNA" aprovada para uso em humanos. Ela insere nas pessoas minúsculos fragmentos de código genético do vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, permitindo que o sistema imunológico crie defesas contra a doença.

"É importante ressaltar que, embora o lado administrativo da regulamentação tenha sido acelerado, nenhum atalho foi tomado em termos de avaliação da segurança desta ou das outras vacinas que estão sendo desenvolvidas. É fundamental que uma mensagem clara seja enviada para desmentir boatos infundados que já começaram a causar desinformação", afirmou o Dr. Stephen Griffin, professor da Escola de Medicina da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

A vacina aprovada no Reino Unido é uma das quatro que estão sendo testadas no Brasil. O país ainda não fez acordo para adquiri-la, mas, em novembro, o governo recebeu executivos da Pfizer para "conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório". Mas o Ministério da Saúde já havia afirmado que o plano de imunização do país não prevê o uso de vacinas que exijam baixíssimas temperaturas de armazenamento (a vacina da Pfizer precisa ser mantida a -70°C durante o transporte). 

O Ministério da Saúde brasileiro deve priorizar vacinas que possam ser mantidas em temperaturas de 2 a 8 graus. Entre janeiro e fevereiro, o órgão espera receber um primeiro lote de 15 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


Fontes: Newsweek, G1Valor e UOL

Imagem: Shutterstock.com