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Vacinação obrigatória parou o Rio de Janeiro em 1904

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Tá Na História

A Revolta da Vacina, um dos fatos mais famosos da nossa história, envolve conspiração, desconhecimento de parte da população, fake news, presidente do país ameaçado de golpe, briga entre militares, políticos se aproveitando da instabilidade, capoeirista com pistola e navalha liderando a resistência popular, canhão em barricada, chance do Rio de Janeiro ser bombardeado, cientista famoso sendo debochado e agredido, mortos e um monte de presos enviados para o Acre.

O Rio de Janeiro, capital e vitrine do país, era simplesmente conhecido como o túmulo dos estrangeiros. Bateu aqui, morreu. 

Doenças aos montes. Exemplos: febre amarela, peste bubônica e varíola.

A cidade era imunda. O povo sem hábitos de higiene. As moradias eram apertadas. 

Naquele começo de século XX, o país vivia um período complicado nas finanças. Muito desemprego. Faltava educação. Moradia. Inflação altíssima.

Por ser sinônimo de morte, menos estrangeiros investiam aqui.

O cientista Oswaldo Cruz, que passou um tempão na França, foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves para afastar os problemas de saúde. Era como se fosse o ministro da Saúde da época. 

Na cabeça dele era preciso atacar tudo. Reforma geral. Doa a quem doer.

O presidente Rodrigues Alves e o prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos deram carta branca. E carta branca era carta branca. 

Oswaldo Cruz apresentou alternativas diferentes para atacar os problemas de saúde.

Contratou caçadores de ratos, entrou nas casas com um exército de matadores de mosquitos e por aí segue.

Para acabar com a varíola, ele bateu na mesa e decidiu promover uma vacinação obrigatória. Não teria chance de dizer não.

O Rio de Janeiro pegaria fogo. 

No vídeo, você vai conhecer os lugares onde tudo aconteceu. É a história sendo contada na rua. Aperta o play para acompanhar.


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem:  Domínio Público