PABLO NERUDA

Pablo Neruda

Nascido em Parral, Chile, em 12 de julho de 1904, o poeta Pablo Neruda causou controvérsia com sua afiliação ao Partido Comunista e seu apoio a Joseph Stalin, Fulgencio Batista e Fidel Castro. Mas sua poesia nunca foi posta em dúvida, e ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1971. Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, e foram realizadas investigações póstumas para saber se ele havia sido envenenado.

Pablo Neruda nasceu Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto na cidade chilena de Parral, em 1904. Seu pai era ferroviário e sua mãe uma professora que faleceu logo após seu nascimento. Aos 13 anos, ele começou sua carreira literária, contribuindo para o jornal La Mañana, onde publicou seus primeiros artigos e poemas. Em 1920, ele contribuiu para o jornal literário Selva Austral, sob o pseudônimo de Pablo Neruda, em homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda.

Alguns de seus poemas mais antigos estão no seu primeiro livro, “Crepusculário”, publicado em 1923, e um de seus trabalhos mais renomados, “Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”, foi publicado no ano seguinte, fazendo de Neruda uma celebridade.

Em 1927, Neruda iniciou sua carreira diplomática, por conta da tradição latino-americana de honrar poetas com cargos diplomáticos. Dessa forma, Neruda morou em muitos locais do mundo. Em 1935, a Guerra Civil Espanhola começou e Neruda escreveu crônicas sobre suas atrocidades, incluindo a execução de seu amigo Federico García Lorca, na obra “Espanha no Coração”.

Nos 10 anos seguintes, Neruda retornaria ao Chile muitas vezes. Nesse meio tempo, ele foi nomeado cônsul chileno no México e ganhou as eleições para o Senado do Chile. Ele também iniciaria a atrair controvérsias, primeiro com sua adoração por Joseph Stalin, em poemas como “Canto a Stalingrado” e “Novo Canto de Amor a Stalingrado”), e depois com homenagens a Fulgencio Batista e Fidel Castro.

Neruda se uniu ao Partido Comunista do Chile em 1945, mas em 1948, quando o partido estava sob cerco, ele saiu do país com sua família. Em 1952, o governo chileno retirou sua decisão de apreender escritores e políticos de esquerda, e Neruda retornou ao Chile.

Nos próximos 21 anos, Pablo Neruda continuaria a escrever prodigiosamente, e ele receberia prêmios de prestígio, como o Prêmio Internacional da Paz, em 1950, o Prêmio Lênin da Paz e o Prêmio Stalin da Paz, em 1953, e o Prêmio Nobel de Literatura em 1971.

Ele morreu em 23 de setembro de 1973 em Santiago, Chile. Apesar de sua morte ter sido atribuída a um câncer de próstata, muitos alegaram que ele havia sido envenenado, já que sua morte aconteceu logo após o ditador Augusto Pinochet assumir o poder.

Em 2011, o motorista de Neruda afirmou que o escritor tinha tomado uma injeção em uma clínica que havia piorado seu estado de saúde. O juiz Mario Carroza autorizou uma investigação oficial e o corpo do poeta foi exumado, mas não foram encontrados indícios. No início de 2015, o governo chileno reabriu a investigação, pedindo para que fossem investigados vestígios de metal no corpo. Porém, em abril, o juiz Carroza ordenou que o corpo fosse novamente enterrado.

 


Imagem: Mondadori Publishers [Domínio público], via Wikimedia Commons