Início

Inscrições em templo egípcio revelam registros de constelações desconhecidas

Por History Channel Brasil em 20 de Novembro de 2020 às 18:42
Inscrições em templo egípcio revelam registros de constelações desconhecidas-0

Durante trabalhos de restauração no templo de Esna, no Egito, pesquisadores descobriram gravuras e hieróglifos feitos há cerca de dois mil anos. Livres das grossas camadas de fuligem e sujeira, os relevos e inscrições agora podem ser admirados novamente em cores brilhantes. Algumas das imagens mais impressionantes retratam observações astronômicas, incluindo constelações desconhecidas.

O templo de Esna fica a 60 km ao sul de Luxor. Apenas o vestíbulo (pórtico de acesso à entrada principal) permanece de pé, mas ele está completo. Com 37 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura, a estrutura de arenito foi construída durante o governo do imperador romano Cláudio (41-54 DC). Seu teto é sustentado por 24 colunas.

A construção é famosa por seu teto astronômico e por suas inscrições hieroglíficas. As inscrições abordam as concepções religiosas da época e descrevem os eventos de culto que aconteciam no local. O templo é dedicado ao deus Khnum, a suas esposas Menhit e Nebtu, a seu filho Heka e à deusa Neith.

Enquanto restauravam o templo, os pesquisadores limparam antigas cenas representando as constelações, incluindo a Ursa Maior (conhecida como Mesekhtiu) e Orion (conhecida como Sah). Eles também encontraram inscrições sobre constelações até então desconhecidas, como uma chamada "Apedu n Ra" ou "os gansos de Ra", que é a antiga divindade egípcia do Sol, disse Christian Leitz, líder da pesquisa e professor de egiptologia na Universidade de Tübingen, na Alemanha. No entanto, esses hieróglifos não estão acompanhados de imagens, portanto não há como saber quais estrelas eles descrevem.

Inscrições em templo egípcio revelam registros de constelações desconhecidas - 1
Gravura que descreve a constelação de Ursa Maior em forma de uma perna de touro


Fontes: Universidade de Tübingen e Live Science

Imagens: Ahmed Amin/Universidade de Tübingen/Divulgação