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Novos testemunhos sobre ataques de 11 de setembro vêm à tona e mostram que tragédia poderia ter sito evitada

Um dos piores ataques terroristas de toda a história poderia ter sido evitado se agentes de segurança do Aeroporto Logan, de Boston, tivessem dado ouvidos a algumas testemunhas que haviam flagrado movimentos suspeitos dos sequestradores da Al Qaeda que, meses antes dos ataques de 11 de novembro, estavam verificando os furos da segurança no aeroporto.

De acordo com uma reportagem exclusiva publicada pelo jornal New York Post, no dia 11 de maio de 2001, testemunhas presenciaram um comportamento suspeito de um homem, que mais tarde seria revelado ao mundo como Mohamed Atta, líder do grupo de sequestradores dos aviões do 11 de setembro. Os relatos que, se tivessem sido ouvidos, poderiam ter evitado uma tragédia, nunca foram revelados publicamente e os nomes das testemunhas jamais constaram em qualquer relatório que investigou os atentados contra os Estados Unidos.

Uma das testemunhas, um funcionário da American Airlines, viu quando Atta estava gravando imagens e testando um posto de segurança em maio de 2001. A testemunha alertou a segurança, mas as autoridades não consideraram a atitude suspeita.

Uma das testemunhas é Stephen J. Wallace, técnico da American Airlines. Ele alertou naquele dia autoridades do Logan de que dois homens do Oriente Médio - um dos quais ele identificaria mais tarde como Atta a partir de fotos publicadas após os ataques - estavam agindo de forma suspeita fora do principal posto de segurança. O comportamento suspeito durou 45 minutos, de acordo com Wallace. As atitudes incomodaram tanto ao técnico da American Airlines ao ponto que ele foi questionor os homens sobre o que eles estavam carregando em suas bagagens de mão. Os dois homens conversaram entre si em árabe, e Wallace acredita que foram palavras bastante desagradáveis ao seu respeito. Apesar dos alertas do técnico da American Airlines à segurança do aeroporto naquele dia, nada foi feito. Os homens embarcaram num vôo da empresa para Washington, DC.

Quem também presenciou atitudes suspeitas na mesma data foi Theresa Spagnuolo, que opera máquina de raios X dos passageiros da American Airlines. Ela disse aos agentes federais após os ataques que havia notado dois homens do Oriente Médio – entre eles Atta - filmando o principal posto de segurança do aeroporto. Ela comentou o incidente com o seu supervisor. Seus superiores foram informados, mas ela disse que ouviu como resposta que nada poderia ser feito.

Em vez disso, o pior sequestrador terrorista da história foi autorizado a valsa com a segurança, sem que ninguém pará-lo, perguntando seu nome, verificando o seu bilhete, tirar uma foto, olhando para sua carteira de motorista ou passaporte, abrindo os sacos ou batendo-lhe para baixo. O aeroporto também não havia instalado câmeras de segurança no posto de controle, de modo que não há imagens de Atta fazendo seus testes de segurança.

Quatro meses depois, em 11 de setembro, Atta passou pelo mesmo posto de segurança. Em sua  bagagem de mão não foram detectadas estiletes, maça ou spray de pimenta. Desta maneira, ele seguiu adiante, direto para a classe executiva do voo 11 da American Airlines, no dia 11 de setembro. Estes novos testemunhos deverão constar na ação judicial contra as companhias aéreas que é movido pelo dono das propriedades do World Trade Center.

Fonte:

New York Post