CIVILIZAÇÕES

Confira 8 invenções que devemos às civilizações antigas

Por: HISTORY Brasil

Se você olhar atentamente, ficará surpreso em descobrir quantos dos objetos que fazem parte do seu cotidiano foram inventados, na verdade, há milhares de anos pelos Antigos Egípcios, Gregos, Romanos e outras sociedades. Essas civilizações avançadas tiveram ideias que revolucionariam sua existência – e a nossa. Abaixo, seguem oito dos objetos, ideias e instituições mais úteis que nós devemos às civilizações antigas:

1.Papel
Por volta de 3000 a.C., egípcios desenvolveram uma técnica para fazer papel a partir da medula do papiro, uma planta comum nas margens do Nilo. Longas tiras foram entrelaçadas em conjunto e sobrecarregadas com peso para formar uma folha forte e fina. Os egípcios também inventaram canetas feitas de juncos cortados, que eram fortes o suficiente para escrever no papiro, e misturaram fuligem ou outro material orgânico com cera de abelha e goma vegetal para criar a tinta. Esses antigos fabricantes de papel sabiam o que estavam fazendo: muitas dessas folhas de papiro inscritas com hieróglifos egípcios continuam intactas e legíveis, mesmo depois de passados mais de cinco mil anos.

2.Maquiagem de olho
Antigos Egípcios sabiam tudo sobre o poder de um olho esfumaçado. Já em 4000 a.C., eles começaram a fazer Kohl para realçar os olhos, misturando fuligem com galena, um mineral com uma tonalidade metálica azulada, cinza ou preta. Em algumas pinturas rupestres, egípcios são retratados usando maquiagem de olho verde, uma sombra que eles alcançaram ao misturar outro mineral, malaquita, com a galena. Tanto homens quanto mulheres usavam a maquiagem de olho com Kohl no Antigo Egito. Eles acreditavam em suas propriedades de cura, assim como em seu poder para proteger quem a usava do mau olhado.

3.Governo democrático
A palavra “democracia” vem do termo grego demokratia, que significa “governado pelo povo”. A palavra – e o conceito – foi introduzida em 507 a.C. por Clístenes, governador da cidade-estado grega de Atenas. Essa forma de governo popular consistia em três instituições separadas: a Eclésia, ou Assembleia, que fazia as leis e ditava a política externa; a Bulé, um conselho de representantes escolhidos pelas diferentes tribos atenienses; e a Diskateria, um sistema de corte popular. Na prática, somente uma minoria da população ateniense participava dessa forma primitiva de governo democrático, já que só eram permitidos homens com mais de 18 anos. Os sistema popular de governo de Atenas só duraria até 460 a.C., quando uma aristocracia começou a surgir sob a liderança do general Péricles. De qualquer modo, os ideais e processos democráticos que surgiram na Grécia Antiga influenciaram políticos e governos desde então. 

4.A maratona
Conforme a lenda, em 490 a.C,, um soldado grego correu de Maratona a Atenas, uma distância de pouco mais de 40 km, para trazer a notícia da vitória ateniense sobre os persas na Batalha de Maratona. Após entregar a mensagem, o soldado imediatamente morreu. Ao longo dos séculos, sua história se confundiu com a de outro e mais famoso soldado grego: Fidípides. Antes de acontecer a Batalha de Maratona, Fidípides correu de Atenas para Esparta para avisar os outros gregos da invasão persa, supostamente percorrendo 250 km de terrenos irregulares em apenas dois dias. Infelizmente, Esparta estava no meio de uma celebração religiosa quando ele chegou, e os espartanos não conseguiram se mobilizar para a guerra até que fosse tarde demais – a batalha já havia terminado. A primeira maratona moderna aconteceu nos revividos Jogos Olímpicos de Atenas, em 1896, e foi vencida – apropriadamente – por um corredor grego, Spyridon Louis.

5.Concreto
A substância incrivelmente resistente conhecida como opus caementicium, ou concreto romano, apareceu pela primeira vez há 2100 anos, e tornaria possível o frenesi arquitetônico iniciado com Augusto, o primeiro imperador romano, em 27 a.C. Os romanos misturaram calcário com cinzas de vulcão para fazer uma argamassa e, depois, juntaram a essa substância espessa pedaços de tijolo ou tufos vulcânicos para chegar a um material básico para estradas, pontes, aquedutos, construções e outras estruturas – incluindo edifícios monumentais como o Panteão e o Coliseu. Cientistas atuais chegaram à conclusão de que o concreto romano, apesar de menos resistente que o cimento moderno, é surpreendentemente duradouro, permanecendo relativamente intacto mesmo após séculos de exposição à água do mar e outros elementos danosos.

6.Jornal
A Acta Diurna (ou “atos diários”), que surgiu pela primeira vez por volta de 131 a.C., foi uma espécie de gazeta de acontecimentos políticos e sociais da Roma Antiga. Notícias de eventos como vitórias militares, lutas de gladiadores e outros jogos, nascimentos e mortes e até histórias de interesse humano eram inscritas no metal ou na pedra e colocadas em áreas com grande tráfico de pessoas, como o Fórum Romano. Posteriormente, durante o primeiro governo de Júlio César, a Acta Senatus começou a relatar as atividades do Senado Romano. A Acta Diurna, que continuou a ser publicada no Império Romano (depois de 27 a.C.), pode ser considerada o protótipo do jornal moderno.

7.Chocolate
Essa invenção importantíssima vem dos grãos do cacaueiro, que era cultivado há mais de 3 mil anos pelos povos maias, astecas e toltecas da antiga Mesoamérica. Essas civilizações utilizavam o fruto da árvore e os grãos do cacau para preparar uma bebida espumosa que eles consideravam ao mesmo tempo energética, boa para o humor e afrodisíaca. Os maias veneravam o cacaueiro como sagrado, e os grãos de cacau se tornavam tão valiosos que eram usados como moedas. No século XVI, conquistadores espanhóis que procuravam ouro e prata no Novo Mundo levaram o chocolate para a Europa com eles, lançando uma mania que – sejamos honestos – nunca realmente terminou.

8.Zero
Por toda a sua importância, você pode ficar surpreso ao saber que o zero é um conceito relativamente novo na história humana, apesar de ter suas raízes nos tempos antigos. A ideia de usar um símbolo no formato do zero como um parâmetro de posição – para mostrar a diferença entre o 10 e o 100, por exemplo, ou para representar a ausência de uma coluna em outro número (e.g. 2015) – surgiu em algum momento depois de 300 a.C., quando os antigos babilônios fizeram uma adaptação do sistema de contagem sumério. A meio mundo de distância, na antiga Mesoamérica, os maias chegaram isoladamente à ideia do zero como um parâmetro de posição por volta de 350 d.C. Eles utilizavam-no para criar sistemas de calendário, mas, assim como os babilônios, não concebiam o zero exatamente como um número em si ou seu uso em equações. A visão mais completa do zero só veio no século VII, na Índia, quando o astrônomo hindu Brahmagupta escreveu regras para a aplicação do zero em operações e equações matemáticas, introduzindo o conceito do zero como um número independente.



Fonte: History.com