HOMINÍDEOS

Descoberta de "homem dragão" e hominídeo de Israel muda história da evolução humana

Espécies previamente desconhecidas são parentes distantes dos humanos modernos
Por: HISTORY Brasil

Novas descobertas de grupos primitivos humanos que viveram há mais de 100 mil anos podem mudar a história da evolução humana. Em Israel, paleontólogos descobriram fósseis de uma espécie previamente desconhecida de hominídeos no sítio pré-histórico de Nesher Ramla. Enquanto isso, pesquisadores encontraram na China evidências de outra espécie, batizada de Homo longi (ou "homem dragão").

Homem dragão e Homem de Nesher Ramla

A descoberta do Nesher Ramla Homo em Israel consiste em um crânio parcial e uma mandíbula de um indivíduo que viveu entre 140 mil e 120 mil anos atrás. Os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv acreditam que esse grupo coexistiu com humanos e neandertais e pode ter se reproduzido com membros dessas espécies. Acredita-se que o indivíduo identificado descende de uma espécie anterior que pode ter se espalhado para fora da região há centenas de milhares de anos e dado origem aos neandertais na Europa e seus equivalentes na Ásia.




Fósseis do Nesher Ramla Homo (Imagem: Universidade de Tel Aviv/Reprodução)

Já o caso da nova espécie identificada na China começa na década de 1930, quando um crânio muito bem preservado foi encontrado durante a construção de uma ponte na cidade de Harbin. Novos estudos apontaram que o fóssil pertence a um grupo humano que jamais havia sido classificado. O Homo longi viveu há cerca de 145 mil anos e foi apelidado de "homem dragão" por ter sido descoberto na pronvíncia de Heilongjiang, que significa "Rio do Dragão Negro". 


Crânio do Homo longi (Imagem: Wei Gao/Reprodução)



Os pesquisadores acreditam que o homem dragão pode substituir o neandertal como o parente mais próximo dos humanos na escala evolutiva. O Homo longi tinha um grande porte físico, com órbitas oculares quadradas, sobrancelhas grossas, boca larga, dentes grandes e um volume cerebral semelhante ao dos humanos modernos. O fóssil chinês pertencia a um indivíduo do sexo masculino, de aproximadamente 50 anos de idade. "Como o Homo sapiens, eles caçavam mamíferos e pássaros, colhiam frutas e vegetais e talvez até pescassem", observa o autor Xijun Ni, professor de primatologia e paleoantropologia da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade Hebei GEO.

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Fontes: Live Science, BBC e IFLScience

Imagens: Chuang Zhao/Divulgação