ARQUEOLOGIA

Esqueletos de "Romeu e Julieta" da China são encontrados em abraço de 1500 anos

Pesquisadores publicaram um estudo que analisa as circunstâncias do sepultamento do casal
Por: HISTORY Brasil

Arqueólogos se surpreenderam ao encontrar dois esqueletos abraçados durante escavações no norte da China, em 2020. Acredita-se que o homem e a mulher foram enterrados no local há cerca de 1500 anos, durante o período conhecido como Dinastia Uei do Norte. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo que analisa as circunstâncias do sepultamento do casal em Datong, na província de Shanxi .

"Romeu e Julieta" chineses

Segundo os pesquisadores, a posição dos dois esqueletos sugere que o casal tinha um vínculo profundo. Os dois foram encontrados deitados de lado, com a mulher parecendo tocar o nariz no ombro do homem. Seus braços estavam em volta um do outro, segurando a cintura do respectivo parceiro. A mulher usava um pedaço de metal ao redor do dedo anelar, possivelmente uma aliança. 



“A mensagem é clara: marido e mulher repousam juntos, em um abraço amoroso e eterno durante a vida após a morte”, escreveram os pesquisadores. Esqueletos de amantes abraçados já haviam sido encontrados em diversos lugares do mundo, embora seja a primeira vez que isso acontece na China. 

Segundo Qun Zhang, professor do Instituto de Antropologia da Universidade de Xiamen, a descoberta "oferece um raro vislumbre dos conceitos de amor, vida, morte e vida após a morte no norte da China durante uma época de intenso intercâmbio cultural e étnico”. Mas o que teria acontecido com o casal? 



Os pesquisadores levantaram a hipótese de que o homem morreu primeiro e a mulher pode ter se matado para ser enterrada com ele, o que lembra a clássica história de Romeu e Julieta. A teoria é baseada em sinais de trauma no esqueleto masculino e na ausência de ferimentos no feminino. Apesar disso, os autores do estudo não descartam que eles podem ter morrido de alguma doença ou tenham sido assassinados juntos.

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Fontes: South China Morning Post e Artnet

Imagens: International Journal of Osteoarchaeology/Reprodução