Tá Na História

Fluminense quase foi destruído pela gripe Espanhola em 1918

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

Na pandemia de gripe Espanhola, o futebol não parou e o Fluminense teve vários jogadores infectados e um craque morto.

O ano de 1918 prometia ser inesquecível para um clube que, passava ano entrava ano, se firmava como um dos mais importantes da história do Brasil.

O meu Fluminense tinha até contratado o inglês Archibald French, que chegou com status de estrela.

Habilidoso, era meia-esquerda, fez bonito na estreia contra o Santos, no campo do adversário: 2 gols na goleada de 6 a 1.

Na época, Cariocão era coisa séria. Disputa levada a ferro e fogo. Título comemorado com ruas fechadas.

O Fluminense fez uma campanha impecável. Juntou pontos suficientes para sagrar-se campeão com antecedência.

Contando assim, parece que tudo deu certo. Nada.

Chegando ao fim do torneio, a maioria dos jogadores pegou Gripe Espanhola.

Pra quem não tem noção do que isso significava, trago uma pergunta do tricolor Nelson Rodrigues, que viveu o período:

"Quem não morreu na Espanhola?"

Um a cada vinte infectados morria.

Em outubro de 1918, foram registrados mais de 20 mil doentes no Rio de Janeiro.

Quer saber como terminou essa história? Clica no play!


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade. 


Imagem: Fluminense/Flu-Memória/Reprodução