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Acervo nazista milionário é encontrado com suspeito de pedofilia no RJ

Estima-se que a coleção de itens do Terceiro Reich esteja avaliada em R$ 19 milhões

Ao cumprir um mandado de prisão temporária contra um suspeito de pedofilia, a Polícia Civil do Rio de Janeiro teve uma surpresa. Na residência do homem, havia um vasto acervo de itens nazistas. Estima-se que a coleção esteja avaliada em R$ 19 milhões.

Coleção nazista milionária

Segundo o G1, o suspeito foi identificado como Aylton Proença Doyle Linhares, de 58 anos. A polícia chegou até o homem após um vizinho ter denunciado que ele teria tentado estuprar um menino de 12 anos. A investigação apurou que o suspeito tentava agarrar crianças dentro do condomínio onde mora. 

Quando chegaram na residência do suspeito para prendê-lo, os policiais encontraram em sua residência diversos itens relacionados ao nazismo. Entre eles, estavam fardas nazistas originais, bandeiras, um quadro de Adolf Hitler, insígnias e medalhas do Terceiro Reich. No local, o homem também guardava armas e munições de diversos calibres e um documento da polícia de estado nazista (SS) preenchido com sua própria foto e dados pessoais.

Documento da SS com dados do suspeito

Além dos crimes de abuso, estupro e tentativa de estupro, ele também foi indiciado por discriminação racial e porte ilegal de armas. Agora, a polícia também irá investigar se o suspeito teria ligações com grupos nazistas internacionais para compra e venda de materiais que remontam ao Terceiro Reich. Cada farda original nazista pode custar até € 250 mil no mercado paralelo, o que equivale a mais de R$ 1,5 milhão.

Itens nazistas encontrados com o suspeito

Pela lei brasileira, apologia ao nazismo é crime. Nem é necessário haver atos de violência ou incitação direta à violência para que o delito ocorra. O código penal prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para quem "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo".

Fontes
G1, Jovem Pan e Extra
Imagens
Polícia Civil/Divulgação