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Afrescos de Pompeia serão reconstruídos por robô sensível e Inteligência Artificial

Equipamento possui mãos ultrassensíveis para recriar obras de arte da cidade devastada pelo Vesúvio

Especialistas da Universidade Ca' Foscari, de Veneza, utilizarão um robô inteligente para completar as peças que faltam do quebra-cabeças que compõe as ruínas de Pompeia. O objetivo do projeto RePAIR é usar milhares de fragmentos para reconstruir afrescos danificados pela erupção do vulcão Vesúvio, que devastou a cidade no ano 79 d.C. A iniciativa ajudará os pesquisadores a ter uma perspectiva melhor do cotidiano do Império Romano.

Pinturas de Pompeia restauradas

Milhares de fragmentos serão remontados com o auxílio de uma infraestrutura robótica, equipada com braços mecânicos capazes de escanear os pedaços, reconhecendo-os por meio de um sistema de digitalização 3D e, a seguir, colocando cada um em sua posição correta . Enquanto isso, mãos mecânicas sensíveis irão manipular e mover os artefatos com a ajuda de sensores altamente avançados, capazes de evitar qualquer dano às peças.

Afrescos de Pompeia serão reconstruídos por robô sensível e Inteligência Artificial - 1

 

Os primeiros afrescos reconstruídos ficam localizados nas ruínas conhecidas como "Casa dos Pintores" e Casa dos Amantes Castos". As pinturas foram danificadas durante a erupção de 79 d.C. e posteriormente reduzidas a fragmentos pelos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial. A operação conta com uma equipe interdisciplinar de institutos científicos e de investigação, que abrange as áreas de visão computacional, robótica e inteligência artificial, juntamente com o contribuição fundamental da arqueologia e da conservação do patrimônio cultural.

“Ânforas, afrescos e mosaicos são frequentemente encontrados em um estado fragmentário, apenas parcialmente intactos ou com muitas peças faltando", disse Gabriel Zuchtriegel, Diretor do Parque Arqueológico de Pompéia. "Quando o número de fragmentos é muito grande, com milhares de peças, a reconstrução manual e o entendimento das conexões entre os fragmentos é algo quase sempre impossível ou então muito trabalhoso e lento. Como resultado, vários achados passam muito tempo em depósitos arqueológicos, incapazes de serem reconstruídos e restaurados, muito menos de serem devolvidos à vista do público. Com o auxílio da robótica, digitalização e inteligência artificial, o projeto RePAIR, fruto de competência tecnológica e pesquisa, busca resolver um problema antigo”, completou.

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Fonte: Parque Arqueológico de Pompeia

Imagens:  iStock e Parque Arqueológico Pompeia/Reprodução