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Verdadeira origem de Stonehenge é descoberta por pesquisadores

Estudo revela detalhes do que havia no local milhares de anos antes da construção do monumento
Por History Channel Brasil em 04 de Maio de 2022 às 14:19 HS
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Uma nova pesquisa revela o passado do local onde fica o monumento de Stonehenge, na Inglaterra. Estudos anteriores apontavam que, quatro mil anos antes da construção da estrutura, a região abrigava florestas densas e fechadas. Mas agora descobriu-se que a paisagem era bem diferente disso: na verdade, a área era dominada por uma vegetação aberta, com clareiras onde pastavam diversas espécies de animais. 

Caçadores-coletores

Inicialmente, acreditava-se que o monumento havia sido erguido em um local onde árvores haviam sido derrubadas por humanos para abrir espaço para o cultivo agrícola. Mas o novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Southampton e publicado na revista científica PLOS ONE, sugere que a região de Stonehenge já contava com clareiras naturais, habitadas por animais como os extintos auroques, um dos maiores mamíferos terrestres do continente europeu. Além disso, alces, javalis e veados também circulavam pela área, o que tornava a região um verdadeiro paraíso para grupos de caçadores-coletores antes do surgimento dos primeiros agricultores.

Segundo os pesquisadores, uma forma primitiva do monumento de Stonehenge foi construída há cerca de cinco mil anos, enquanto o famoso círculo de pedras que existe até hoje foi erguido no final do neolítico, por volta de 2.500 a.C.. A planície de Salisbury, o planalto onde fica Stonehenge, era considerada uma área sagrada pelos povos antigos e contém evidências de estruturas mais antigas que remontam a 10.500 anos atrás. De acordo com o novo estudo, é provável que tenha havido continuidade entre os caçadores-coletores do mesolítico e os construtores de monumentos do neolítico.

“A Idade do Bronze e a história neolítica de Stonehenge foram intensamente analisadas, mas pouco se sabe sobre os períodos anteriores”, disse Samuel Hudson, arqueólogo e principal autor do estudo. “As evidências recuperadas em Blick Mead (região onde fica o monumento) nos permitiram entender mais sobre a flora e a fauna da paisagem antes da construção do complexo monumental mundialmente famoso”, explicou o especialista.

Fontes
Live Science e lavanguardia.com
Imagens
iStock