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Encontrada enigmática mensagem deixada pelo último rei da Babilônia

Artefato de 2550 anos traz o mais longo texto em escrita cuneiforme já descoberto na Arábia Saudita
Por: HISTORY Brasil

Talhada em uma pedra em uma região ao norte da Arábia Saudita, um grupo de cientistas encontrou uma inscrição feita em nome do último rei da Babilônia: Nabonido. A descoberta é surpreendente, pois trata-se do texto em escrita cuneiforme mais longo já encontrado no país. Segundo a Comissão Saudita de Turismo e Patrimônio Nacional, o artefato tem cerca de 2550 anos.

Nabonido: Último rei da Babilônia

A inscrição é acompanhada por uma imagem do próprio Nabonido na parte superior da pedra. A gravura, que mostra o último rei da Babilônia segurando um cetro, também inclui imagens que parecem representar uma serpente, uma flor e a Lua. Os pesquisadores acreditam que esses símbolos tenham conotação religiosa, mas estudos mais aprofundados ainda são necessários para comprovar essa tese.



Abaixo da imagem do rei, encontram-se 26 linhas de um misterioso texto inscrito em escrita cuneiforme. Agora, uma comissão de especialistas foi convocada para tentar decifrá-lo. Os pesquisadores estão ansiosos para descobrir que novas informações a inscrição oferecerá sobre Nabonido, que governou a Babilônia entre 555 a.C. e 539 a.C.


Um dos cilindros de Nabonido

No século XIX, foram encontrados no Iraque os cilindros de Nabonido. Essas relíquias arqueológicas trazem textos na escrita cuneiforme descrevendo feitos do rei babilônico. Um deles traz um longo texto no qual Nabonido descreve como reparou três templos em Harã e Sipar.



No final do reinado de Nabonido, o Império Babilônico foi atacado pelo Império Persa, liderado pelo rei Ciro, o Grande. A própria Babilônia foi capturada pelos persas em 539 a.C., resultando no fim do domínio babilônico. A cidade na qual a pedra foi encontrada, Al Hait, está repleta de sítios arqueológicos que abrigam vestígios de fortalezas, restos de arte rupestre e antigos poços de água. 

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Fonte:  Live Science

Imagens: Assessoria de Imprensa Saudita/Reprodução e Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg), via Wikimedia Commons