Hoje na história

23.jan.1950

Jerusalém torna-se capital de Israel

Situada no Oriente Próximo, Jerusalém é uma das cidades mais antigas do mundo. O local foi habitado pelos jebuseus, antes da chegada das tribos hebraicas a Canaã, no início do século XIII a.C. Foi a antiga capital do Reino de Israel e do Reino de Judá, e séculos mais tarde, do reino franco de Jerusalém. Em 23 de janeiro de 1950, sua parte ocidental foi declarada a capital oficial do Estado de Israel.

Jerusalém é considerado um local sagrado para judeus, católicos e muçulmanos. Desde sua fundação, há mais de cinco mil anos, a cidade tem uma história atribulada: já foi destruída, invadida, cercada e capturada inúmeras vezes. Os conflitos por seu controle duram até hoje. A cidade foi dominada por judeus, assírios, macedônicos, romanos e muçulmanos. Durante a Primeira Cruzada, em 1099, os Templários católicos conquistaram a cidade.

Depois disso, a cidade retomou novamente aos muçulmanos e foi conquistada pelos egípcios, até ser tomada pelo Império Otomano, que governou de 1516 até 1917. Após a 1ª Guerra Mundial, a Grã-Bretanha assumiu Jerusalém até a fundação do Estado de Israel, em 1948.  Depois da primeira guerra árabe-israelense, sua parte ocidental foi declarada a capital oficial do Estado de Israel, em 1950. Além disso, instalou-se ali a sede da residência presidencial, o Parlamento Israelense (Knesset), a Suprema Corte e outras instituições administrativas.

Desde a independência, conflitos entre israelenses e palestinos por territórios de Jerusalém são constantes. Ambos os povos reivindicam a cidade como sua capital. Atualmente, a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv, justamente pela falta de consenso na comunidade internacional sobre o status de Jerusalém. No fim de 2017, Donald Trump , presidente dos Estados Unidos, reconheceu oficialmente Jerusalém como capital de Israel, revertendo décadas de diplomacia sobre o assunto. Sua decisão foi condenada por uma resolução dos outros 14 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. 


 

Imagem:  via Wikimedia Commons