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Túneis descobertos na Polônia podem esconder maior tesouro roubado pelos nazistas

Câmara de Âmbar está avaliada em algo entre US$ 154 milhões e US$ 309 milhões
Por: HISTORY Brasil

Uma rede de túneis da época da Segunda Guerra Mundial foi descoberta em Mamerki, no nordeste de Polônia. Trata-se de um complexo subterrâneo previamente desconhecido com cinco entradas. Pesquisadores acreditam que o local pode esconder um dos maiores tesouros roubados pelos nazistas, a lendária Câmara de Âmbar.

O Mistério da Câmara de Âmbar

A Câmara de Âmbar era um conjunto de painéis em âmbar e espelhos folheados a ouro que originalmente faziam parte da decoração de um cômodo do palácio real de Charlottenburg, na Prússia. Ela foi projetada pelo escultor barroco alemão Andreas Schlüter e construída pelo artesão dinamarquês Gottfried Wolfram entre 1701 e 1709. Devido ao seu esplendor, chegou a ser chamada de "A Oitava Maravilha do Mundo".



Em 1716, a Câmara de Âmbar foi presenteada por Frederico Guilherme I da Prússia a seu aliado, o czar Pedro I da Rússia. Os painéis foram desmontados e levados para o Palácio de Catarina, em São Petersburgo. O projeto foi então expandido, e após várias ampliações, passou a conter mais de seis toneladas de âmbar, cobrindo mais de 55 m². Estima-se que hoje em dia o conjunto valeria algo entre US$ 154 milhões e US$ 309 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão).

A Câmara permaneceu um tesouro russo ao longo dos séculos XVIII e XIX e até sobreviveu à Revolução de 1917. No entanto, seu tempo em solo russo terminou em 1941, quando as forças de Hitler cercaram São Petersburgo (então chamada de Leningrado) como parte da Operação Barbarossa. Os russos tentaram escondê-la dos nazistas, cobrindo-a com papel de parede, mas a estratégia não deu certo.



Adolf Hitler conhecia bem a história da Câmara de Âmbar. A seu ver, como a Prússia fez parte do Império Alemão, a obra de arte deveria ser devolvida à sua terra natal para ser apreciada por seus conterrâneos. Os nazistas sabiam exatamente o que estavam procurando e dentro de 36 horas conseguiram arrancar os painéis das paredes e embalá-los em caixotes.

As caixas foram então enviadas para Königsberg, que na época pertencia à Alemanha (atualmente a cidade se chama Kaliningrado e se encontra em território russo). Lá, a Câmara foi reerguida no castelo de Königsberg. O tesouro permaneceu em exibição para o povo alemão pelos dois anos seguintes. Quando a maré da guerra virou a favor dos Aliados, Hitler ordenou que a Câmara fosse retirada de lá.

A partir daí, o paradeiro da Câmara de Âmbar se tornou um mistério. Alguns historiadores acreditam que ela tenha sido destruída durante os bombardeios a Königsberg. Outra teoria diz que ela teria sido colocada em um navio alemão que afundou. Uma embarcação naufragada localizada no ano passado também foi apontada como o local onde poderia estar o tesouro, mas até agora nada foi encontrado.

Mamerki, a cidade onde a rede de túneis foi descoberta, abrigava um complexo de bunkers nazistas. “O túnel faz parte de um sistema até então desconhecido de corredores subterrâneos que requer uma exploração cuidadosa. Poderia ser um lugar ideal para esconder tesouros. Isso levará à Câmara de Âmbar? Até agora, nada pode ser descartado", afirmou Bartlomiej Plebanczyk, do Museu do Bunker de Mamerki.

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Fonte: Daily Mail

Imagens: Branson DeCou (1892–1941), via Wikimedia Commons e Museu do Bunker de Mamerki.