SANTA CATARINA

Professor de SC conhecido por suástica na piscina remove símbolo nazista do local

MP se manifestou pelo arquivamento do processo que apurava uma eventual conduta criminosa
Por: HISTORY Brasil

A suástica que um professor de História mantinha no fundo da piscina de sua casa, em Pomerode, Santa Catarina, foi retirada. O símbolo nazista passou por uma descaracterização e agora tem o formato de um mosaico. Com a alteração, o Ministério Público de SC se manifestou pelo arquivamento do processo que apurava uma eventual conduta criminosa por apologia ao nazismo.

Suástica na piscina

O caso da piscina na casa de Wandercy Antonio Pugliesi chamou a atenção pela primeira vez em 2014. Naquele ano, policiais avistaram a suástica enquanto faziam um sobrevoo de helicóptero durante uma operação em Pomerode. Na ocasião, o professor não chegou a ser enquadrado, pois a polícia avaliou que ele não fez apologia ao nazismo publicamente. Segundo a instituição, como a piscina fica dentro da residência, a presença do símbolo não caracterizaria um crime.



No ano passado, Pugliesi voltou às manchetes ao se candidatar a vereador em Pomerode. Mas, quando o caso da suástica na piscina foi relembrado pela imprensa, ele desistiu de concorrer ao cargo. O professor era filiado ao Partido Liberal (PL), que emitiu uma nota afirmando que iria expulsá-lo do partido “por não compactuar ideologicamente” com ele. 

Após o caso ter voltado à tona, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) ingressou com uma representação no MPSC, contra Pugliesi. Ao ser notificado, o professor informou que já havia promovido a descaracterização do símbolo nazista de forma espontânea. Em 1998, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), materiais com mensagens de apologia ao regime nazista já haviam sido apreendidos pela Polícia Federal na residência de Pugliesi, mas ele não chegou a ser condenado criminalmente.



Pela lei brasileira, apologia ao nazismo é crime. Nem é necessário haver atos de violência ou incitação direta à violência para que o delito ocorra. O código penal prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para quem "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo".

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Fontes: G1 e ND+

Imagens: PMSC/Divulgação e MPSC/Divulgação